Cyberbullying: os sinais e o que fazer
O assédio não termina mais na saída da escola: continua no celular, à noite, no fim de semana. Zombarias num grupo de conversa, foto compartilhada sem permissão, perfil falso em seu nome, exclusão combinada: a criança fica sem refúgio.
Os sinais que devem alertar
- Ela esconde a tela, se sobressalta a cada notificação, ou, ao contrário, não quer mais encostar no celular.
- Não quer mais ir à escola, queixa-se com frequência de dor de barriga ou de cabeça.
- Dorme mal, se isola, abandona uma atividade de que gostava.
- As notas caem sem motivo aparente.
Nenhum desses sinais prova um assédio, mas vários juntos justificam conversar, com calma, sem interrogar.
Os bons reflexos
- Ouvi-la e acreditar nela, sem minimizar nem dramatizar. Dizer que ela fez bem em contar.
- Não confiscar o celular. Ela poderia deixar de contar qualquer coisa na próxima vez.
- Guardar as provas: capturas de tela com a data, o nome da conta, o link.
- Não responder ao agressor, e bloqueá-lo.
- Avisar a escola, que tem a obrigação de agir.
Buscar ajuda
Em muitos países existem linhas de ajuda contra o assédio e a violência digitais. Informe-se hoje sobre a do seu país. Algumas aconselham tanto a criança quanto os pais e podem conseguir das redes sociais a remoção rápida de um conteúdo.
A lei
Em muitos países, o assédio escolar e o cyberbullying são punidos pela lei. Pode-se registrar queixa na polícia. Um conteúdo ilícito pode ser denunciado às autoridades do seu país.
Em caso de perigo imediato, ligue para o número de emergência do seu país (112 na Europa).
No Android, o LU6OLE define com você o que a criança pode abrir, quando, e quem pode ligar para ela. Ela vê tudo o que foi definido, e nada do que ela lê ou escreve sai do celular dela. Conhecer o LU6OLE