Controle parental: proteger sem espionar o seu filho
Um controle parental pode ser um cinto de segurança ou um espião. A diferença não está na técnica, mas no que ele observa e no que a criança sabe a respeito.
O que um controle parental deve fazer
- Bloquear o que não é para a idade dela: sites adultos, jogos de azar, sites de golpe, seja qual for o aplicativo que abre o link.
- Limitar as chamadas às pessoas que você conhece, quando a criança é pequena.
- Definir o tempo: a hora de dormir, os dias de aula, um tempo de tela razoável.
- Avisar você quando algo foi bloqueado, ou quando a proteção foi interrompida.
O que ele nunca deveria fazer
- Ler as conversas dela. Uma criança cujas mensagens são lidas deixa de se abrir, ou cria uma segunda conta que você não verá.
- Gravar a tela, a câmera ou o microfone. Isso é vigilância, não proteção.
- Seguir cada passo dela em segredo. Saber onde ela está em caso de preocupação, sim, desde que ela saiba disso.
Por que a criança precisa saber
Um controle escondido sempre acaba sendo descoberto, e é a confiança que paga o preço. Um controle visível, explicado, que ela pode consultar, é aceito como uma regra da casa. Ela sabe o que foi definido e por quê, pode pedir uma exceção e aprende a se proteger sozinha.
É também uma questão de direito: a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança reconhece à criança um direito à vida privada, que cresce com a idade.
Flexibilizar com a idade
Aos 7 anos, decide-se quase tudo. Aos 14, decide-se em conjunto, e mantêm-se sobretudo as proteções contra os perigos de verdade. O objetivo de um controle parental é se tornar inútil: um adolescente que sabe reconhecer um site duvidoso, um desconhecido insistente ou um golpe.
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